terça-feira, 15 de novembro de 2011


Hoje quando eu abri meus olhos a primeira coisa que eu vi foi a flor... aquele vaso de flores que eu ganhei no dia que eu me apaixonei, que assim como eu estava naquele dia, estava todo florido, e eu vim cuidando e regando por todos esses dias, assim como fazia com essa paixão. Mas hoje ao me deparar com ela percebi que a ultima flor que ainda restava murchou, e nessa hora até senti uma dorzinha, porque ela estava exatamente como eu agora.
Imaginei, sonhei e acho que até me iludi, tentei ser pela metade, sentir pela metade, tentei controlar o incontrolável, por que o sentimento já estava aqui, como é que eu ia controlar o crescimento de algo que eu mesma ajudei a plantar?

"Não sei, até hoje não sei se o príncipe era um deles. Eu não podia saber, ele não falava. E, depois, ele não veio mais. Eu dava um cavalo branco para ele, uma espada, dava um castelo e bruxas para ele matar, dava todas essas coisas e mais as que ele pedisse, fazia com a areia, com o sal, com as folhas dos coqueiros, com as cascas dos cocos, até com a minha carne eu construía um cavalo branco para aquele príncipe. Mas ele não queria, acho que ele não queria, e eu não tive tempo de dizer que quando a gente precisa que alguém fique a gente constrói qualquer coisa, até um castelo." (Caio Fernando Abreu)

            Não pude dizer tantas coisas que eu gostaria de dizer, por medo mesmo, medo de me abrir e ficar mais vulnerável do que já me sentia. Pois o que eu queria mesmo era sentir, sentir tudo o que estava dentro de mim, mas eu não queria sentir sozinha, o que eu queria mesmo era ser a princesa desse príncipe, com todos os direitos que uma princesa tem, eu queria amar e ser amada, ser cuidada, cuidar, mimar e ser mimada e todas as coisas que qualquer um deseja quando se está apaixonado. Mas não deu :(

            "Coragem, às vezes, é desapego (...) É aceitar doer inteiro até florir de novo. É abençoar o amor, aquele lá, que a gente não alcança mais." (Ana Jacomo)

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