domingo, 16 de outubro de 2011

Você é o que você ouve!

Hoje li em um blog sobre Sertanejo Universitário, quem me conhece sabe o quanto eu detesto esse "estilo" musical. Nesse post, meu amigo criticava esse estilo e também tinha um comentário que faço dele minhas palavras "não vejo a hora deles se formarem e irem logo embora" porém complemento que eu espero que eles não façam medicina, nem algo que tanto demore, eu espero que eles façam qualquer curso tecnólogo, pois assim logo estarão formados. rsrsrs
Porém não preciso escrever aqui sobre o quanto eles me irritam ou como pode alguém gostar de um estilo desses existindo tantas opções de músicas melhores, para isso deixo que meu amigo fale, como bravamente escreveu "Não sou obrigado" , mas o que quero escrever aqui é sobre os comentários e conversas que surgiram a partir deste post.
Muitas vezes somos obrigados sim, a ouvir o que não gostamos, pego ônibus todos os dias, e nas raras vezes em que eu esqueci meu sempre companheiro celular/fone de ouvido, fui obrigada a ouvir funk, me empurraram goela a baixo rs. Também passo a ser obrigada quando me relaciono com alguém que eu gosto muito e curte um gênero musical que eu não curto. Meu irmão, por exemplo, adora a Tupi FM, ele mora aqui em casa, e ouve a Tupi quando quer, sendo assim, sou obrigada a ouví-la quando ele está ouvindo, pois a casa também é dele.
Então vamos convencer a todos de que Sertanejo Universitário não é música, e ensiná-los a gostar de música de verdade! Pronto! Problema resolvido! Não, não mesmo!!! Costumo dizer que você é o que você ouve, a música faz parte da sua personalidade, do seu caráter, é o que você se formou durante toda a sua vida. Se ensina/educa uma pessoa a gostar de boas músicas quando bebê, criança, ou seja, quando a personalidade e o caráter estão sendo formados. Ninguém muda caráter depois de adulto, e isso é fato.
Passei quase 3 anos tentando convercer um namorado de que Chico Buarque, Lô Borges, Flávio Venturini, Oswaldo Montenegro, Ney Matogrosso e etc, eram músicas de verdade, mas com o tempo percebi que seus ouvidos não foram educados para gostar de tudo isso, pois ele foi educado a gostar do que estava na moda. Estávamos nos fazendo infelizes, pois eu estava tentado mudar o que ele era, impondo a minha boa música a ele. Nossos passeios não eram bons, pois os passeios que sempre me agradaram envolviam, de alguma forma, a música, e a minha música, a minha verdade, não o agradavam. E se a minha verdade é que você é o que você ouve, ele não gostava do que eu sou de verdade. Pois eu sou Bossa Nova, MPB... eu sou Chico Buarque, Flávio Venturini, Teatro Mágico e tantos outros lindos!!!
Minha vida é música, um musical, quero alguém com quem eu possa compartilhar a minha música, que me entenda, e que curta passar horas ouvindo e conversando sobre elas, que curta estar com meus amigos que tocam todas as músicas que eu amo, que possa ir a um show de algum dos cantores que eu citei, me fazer companhia e cantar juntinhos nossas músicas preferidas.

Camila  Barros

Um comentário:

  1. Poxa... é disso que estou falando!
    Mas sabe que toda aquela discussão foi absurdamente proveitosa, como em um desses comentários que citou, dizia o poeta: " Da discussão nasce a luz"... Temos que ter respeito, mas nesse caso não sei o quanto devo respeitar, julgo pelas consequências que se pode causar no futuro, meio que, como seria se aceitássemos que distribuíssem kit anti-homofobia nas escola????
    Estou pensativo em até quanto devo "respeitar".
    Mas por hora, to contigo e não abro! rs

    ResponderExcluir