Preciso parar de escrever apenas quando estou triste, prometo (pra mim mesma) que esta será a ultima vez rs. Escrevi esse texto hoje de manhã, fui encorajada a postá-lo então vamos lá:
"E no meio de tanta gente eu encontrei você, entre tanta gente chata e sem nenhuma graça, você veio", chegou assim de repente, quando eu já não mais esperava, quando já havia me esquecido e cansado de muita coisa. Apareceu assim tão doce, como se tivesse saído de dentro de mim, com tudo que eu sempre amei na vida, estava tudo ali juntinho bem na minha frente, e me olhando com aqueles "olhos de apetite" e eu sem conseguir dizer uma palavra, era tudo tão lindo... e doce... ah como era doce. E a minha cabeça fervilhava de pensamentos e idéias amargas.
Era como se tudo aquilo tivesse saído de um livro, de um filme, dos bons, dos meus favoritos, aqueles a que eu assisto milhões de vezes, decoro todas as falas e ainda passo o tempo todo desejando estar ali, ali dentro, sendo a mocinha, a princesa... ah como eu queria ser a princesa!
Mas como nem tudo são flores (quando são,elas geralmente são rosas que te espetam e machucam), o romance lindo que acaba em final feliz parou, e parou antes mesmo dos mocinhos decidirem ficar juntos, eu saí de lá de dentro, o filme acabou e eu fiquei assim, sem conseguir dizer se feliz ou triste e talvez até desejando que nada disso estivesse acontecido de verdade, que tudo não passasse de mais um dos meus filmes, que eu terminaria de assistir e dali a pouco tempo já teria esquecido e voltaria a minha vidinha real e imperfeita, onde não tem nenhum príncipe e nem eu sou a mocinha boba e romântica (e sou!). Aí eu ia continuar esperando... esperando que talvez um dia outro príncipe apareça... quem sabe num próximo ônibus?!
E como minha vida é um musical... ai vai "Você me bagunça - O Teatro Mágico" (não poderia descrever melhor o que há dentro de mim agora):
Você me bagunça, tumultua tudo em mim
Essa moça ousa, musa, abusa de todo meu sim
Você me bagunça e tumultua tudo em mim
Mira e joga baixo, eu acho, nem sei,
Só sei que foi assim
Assimila, dissimula, afronta, apronta,descarrega-me nos abraços
Lapida minha pedra bruta, insulta, assalta-me os textos, os traços
E desapropria o rumo, o prumo, juro me padeço com você
Me desassossega, rega à alma, roga a calma em minha travessia
Outro porque
Parece que o coração carece e diz parar, silenciar
Se embrulha e se embaralha,
Reconsiderar o ar, o andar , nossa absolvição, a escuta e a fala
Nos amores há, o dia, fio, corredor, a calçada, o passeio e a sala
Se perder sem se podar e se importar comigo
Aprender você sem te prender comigo
Difícil precisar, quanto preciso
Difícil precisar, quanto preciso
Essa moça ousa, musa, abusa de todo meu sim
Você me bagunça e tumultua tudo em mim
Mira e joga baixo, eu acho, nem sei,
Só sei que foi assim
Assimila, dissimula, afronta, apronta,descarrega-me nos abraços
Lapida minha pedra bruta, insulta, assalta-me os textos, os traços
E desapropria o rumo, o prumo, juro me padeço com você
Me desassossega, rega à alma, roga a calma em minha travessia
Outro porque
Parece que o coração carece e diz parar, silenciar
Se embrulha e se embaralha,
Reconsiderar o ar, o andar , nossa absolvição, a escuta e a fala
Nos amores há, o dia, fio, corredor, a calçada, o passeio e a sala
Se perder sem se podar e se importar comigo
Aprender você sem te prender comigo
Difícil precisar, quanto preciso
Difícil precisar, quanto preciso
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